Características adquiridas e hereditárias
Uma característica hereditária é controlada por genes das células germinativas (óvulo e espermatozoide), então passa para a geração seguinte: cor dos olhos, tipo sanguíneo, a cor vermelha dos nossos besouros.
Uma característica adquirida surge durante a vida do próprio organismo, por causa do ambiente ou dos hábitos: um besouro magro depois da fome, os músculos de um lutador, uma cicatriz, uma língua que você aprende. Essas mudanças acontecem nas células do corpo (não reprodutivas) e não alteram o DNA das células germinativas, então não podem ser passadas adiante e não levam à evolução.
| Hereditária | Adquirida |
|---|---|
| No DNA das células germinativas | Só nas células do corpo |
| Passa para os filhos | Não passa para os filhos |
| Pode causar evolução | Não causa evolução |
Seleção natural e deriva genética
A variação surge durante a reprodução. Quando o ambiente favorece algumas variações (besouros vermelhos escondidos dos corvos), esses indivíduos sobrevivem e se reproduzem mais, e a variação se espalha. Isso é a seleção natural. Em uma população pequena, uma variação também pode se espalhar ou desaparecer só por acaso (por exemplo, se um elefante pisa em muitos besouros), e isso é a deriva genética. As duas mudam a mistura de genes de uma população com o tempo.
Especiação: como se formam novas espécies
Uma espécie é um grupo cujos membros se reproduzem entre si e geram filhotes férteis. Especiação é a formação de uma nova espécie.
Em geral ela começa quando uma população é dividida, por exemplo, por um rio, uma montanha ou o mar (isolamento geográfico). Sem fluxo gênico entre os grupos, a seleção natural e a deriva genética mudam cada grupo de um jeito. Depois de muitas gerações, as mudanças no DNA ou nos cromossomos ficam tão grandes que os grupos não conseguem mais se reproduzir entre si, mesmo que voltem a se encontrar. Agora são espécies diferentes.
Como rastrear o parentesco evolutivo
Órgãos homólogos
Órgãos com a mesma estrutura básica e a mesma origem, mas com funções diferentes: os membros anteriores de humanos (segurar), morcegos (voar), baleias (nadar) e sapos (saltar) têm todos um osso do braço, dois ossos do antebraço, ossos do punho e dedos. Eles apontam para um ancestral comum.
Órgãos análogos
Órgãos com a mesma função, mas com estrutura e origem diferentes: a asa de uma ave (um membro anterior modificado, com penas) e a asa de um inseto (uma lâmina fina da parede do corpo). Eles mostram que grupos diferentes podem se adaptar à mesma tarefa, e não que são parentes próximos.
Fósseis
Fósseis são restos ou marcas preservadas de organismos que viveram há muito tempo, por exemplo, a marca de uma folha na lama endurecida ou uma concha transformada em pedra. As camadas de rocha mais fundas são mais antigas, então os fósseis encontrados mais fundo são mais antigos. A idade também pode ser descoberta por datação radioativa (datação por carbono). Fósseis como o Archaeopteryx, com características de réptil (dentes, cauda óssea) e de ave (penas), mostram ligações entre grupos.
Evolução por etapas
Órgãos complexos não surgiram de uma vez só. Eles se formaram passo a passo, e cada passo precisava ser útil.
- Olho: começou como uma mancha sensível à luz (como nas planárias), depois virou uma pequena taça e depois ganhou uma lente. Cada etapa ajudava o animal.
- Penas: primeiro ajudaram os dinossauros a se manter aquecidos e só depois foram usadas para voar. Uma característica que evoluiu para uma função pode servir depois para outra.
- Seleção artificial: agricultores transformaram a couve silvestre em brócolis, couve-flor, repolho e couve em alguns milhares de anos.
- Evidência molecular: comparar o DNA de espécies diferentes mostra o quanto elas são aparentadas.
Evolução humana
Fósseis e estudos de DNA mostram que todos os humanos vivos pertencem a uma só espécie, Homo sapiens. Nossos primeiros ancestrais viveram na África. Ao longo de dezenas de milhares de anos, pequenos grupos saíram de lá e se espalharam pelo mundo. Diferenças de cor de pele ou de altura são pequenas variações e não formam 'raças' separadas no sentido biológico. A evolução não é uma escada com os humanos no topo: cada espécie viva é a ponta do seu próprio galho na árvore da vida.
Nota: no CBSE 2026-27, este tema é apenas formativo, ou seja, é avaliado em atividades de sala de aula e não na prova final.
Fórmulas e definições principais
- Característica hereditária: no DNA das células germinativas → passa adiante; característica adquirida: só nas células do corpo → não passa adiante
- Seleção natural: as variações favoráveis sobrevivem e se espalham
- Deriva genética: mudança ao acaso em populações pequenas
- Especiação: isolamento → sem fluxo gênico → mudanças se acumulam → não se reproduzem entre si
- Órgãos homólogos: mesma origem, função diferente (ancestral comum)
- Órgãos análogos: origem diferente, mesma função
- Idade do fóssil: profundidade nas camadas de rocha e datação radioativa (carbono)
Exemplos resolvidos
1. Uma pessoa aprende a tocar tabla muito bem. O filho dela vai nascer sabendo tocar tabla?
Não. A habilidade é uma característica adquirida. Ela muda o cérebro por meio da prática, e não o DNA do óvulo ou do espermatozoide, então não pode ser herdada.
2. A asa de um morcego e a asa de uma borboleta são homólogas ou análogas?
Análogas. Ambas servem para voar, mas a asa do morcego é um membro anterior com ossos e pele, enquanto a da borboleta é uma membrana fina. Origem diferente, mesma função.
3. O membro anterior de um cavalo e a asa de uma ave são homólogos ou análogos?
Homólogos. Ambos são membros anteriores formados pelo mesmo conjunto de ossos (braço, antebraço, punho, dedos), embora um corra e o outro voe.
4. Uma população de caracóis é dividida por uma estrada nova que corta uma floresta. Explique como duas espécies podem se formar.
Os dois grupos não conseguem mais se encontrar, então não há fluxo gênico. Pressões de seleção diferentes e a deriva ao acaso mudam cada grupo. Depois de muitas gerações, as mudanças são tão grandes que eles não se reproduziriam mesmo se fossem juntados, então duas espécies se formaram.
5. Como sabemos que um fóssil encontrado bem fundo no solo é mais antigo que outro perto da superfície?
As camadas de rocha se formam uma sobre a outra com o tempo, então as camadas mais fundas foram depositadas antes. A idade pode ser conferida pela datação radioativa do fóssil ou da rocha.
Erros comuns
- Dizer que características adquiridas (como um rabo cortado ou músculos fortes) passam para os filhos. Só as mudanças no DNA das células germinativas são herdadas.
- Confundir homólogo e análogo: homólogo = mesma estrutura, função diferente; análogo = mesma função, estrutura diferente.
- Achar que evolução significa 'progresso' ou que os humanos evoluíram dos chimpanzés de hoje. Nós temos um ancestral comum; os dois são ramos diferentes.
- Acreditar que uma espécie muda porque 'precisa'. A variação surge primeiro por acaso; a seleção só mantém as úteis.